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domingo, 16 de maio de 2010

UA

Fico a pensar sobre como serão as coisas quando voltarmos.
Será que vamos sentir saudades do brasil? A Bá e eu? Porque eu sinto que me adaptei a estas condições (novas) de vida, mesmo sem realmente querer. E depois?

Sou totalmente independente, pelo menos a uns 95%. Quando voltar, vamos ser rodeadas de atenções paternas ou maternas, tanto faz. Temo que isso vá ser estranho.

Vamos chegar no Verão, o que temos aí no Verão? Praia da barra, esplanadas, fórum com SALDOS, o vento habitual de Aveiro que nos refresca as ideias.

Não temos: praça do peixe, UA, aulas na UA, escadas da UA, hora de almoço na UA, intervalos das aulas na UA, o bar de biologia da UA, a biblioteca da UA, exames, casa em Aveiro por causa da UA, residência da UA, jantares às quintas-feiras da UA. Não temos UA e provavelmente nunca vamos ter. Não, não me dei conta somente disto hoje, mas estou só a relembrar que a UA vai desaparecer das nossas vidas muito em breve e felizmente ou infelizmente a UA é como uma parte gigantesca dentro de nós e, foi aquilo que começou a delinear as nossas novas personalidades enquanto nos tornámos mais adultas e consistentes dentro da sociedade que nos ampara.

O quê vamos fazer depois da UA, num Verão sem UA?

7 comentários:

  1. Bom, não vamos ter a UA, é verdade. Mas vamos ter-nos umas às outras, onde cada uma representa e/ou lembra determinada parte da UA.

    E vamos viver felizes assim mesmo! porque vivemos o que tinhamos de viver aí pq o que não vivemos aí tb já não dá para viver então é melhor ignorar.

    E vamos passar um dia a Aveiro antes de seguirmos as nossas vidas. E vamos ao Mercado, à praça, ao fórum, ao gli, à UA, grandiosa UA, à barra.

    E vamos continuar a ser amigas!

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  2. Que vamos continuar a ser amigas, não tenho dúvidas. Apenas não queria separar-me da UA :(

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  3. mas não tens necessariamente de o fazer! aliás, não temos! podemos sempre ir lá deves em quando e, quiçá, trabalhar lá...

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  4. Lamento levantar a realidade... Por mais que nos mantenhamos em contacto com a UA ela nunca mais vai ser o que ela foi para nós e o que ela nos 'fez'... E essa é a crua realidade com que lido desde o primeiro dia que pisei a UA sem vocês.. Vi-me ali, naquela Universidade Esplanada aberta ao céu rodeada de milhares de pessoas mas completamente sozinha como se o amanhã não existisse... Só aí dei conta de que vocês tavam no Brasil.. Não sei o que são as escadas, nunca mais lá pus os pés a não ser umas raras duas vezes. Não sei o que é a praça há mais de dois meses. Não sei mais o que é o almoço na UA porque tornou-se na pior hora de cada dia da minha vida, do género 'com quem almoço?'. Não me lembro mais daquele cheiro típico das residências. Já não sei o que é uma casa a cheirar a café, tabaco, pão com manteiga e banho acabado de tomar.

    Isso não vai voltar mais. Nunca, nunca mais. Felizmente dei conta disso muito muito tarde. E dei conta de pior. Uma parte de mim morreu quando vocês saíram da minha vida...
    O mais estranho é que eu em vez de reagir como reajo normalmente (ficar com rancor à pessoa que partiu), aceitei de uma forma dolorosa. Aceitei que nunca mais me ia sentir completa como fui ao vosso lado. E hoje sou eu. Uma nova pessoa que traz sempre tirsteza nos olhos e que as pessoas que fazem parte da minha vida insistem em reparar e me notificar desse facto.
    Não é fácil. No último dia do enterro, desfile, a tixa e o jojo apareceram em minha casa para me buscar. Porque eu não ia.. Porque depois daquele frensim de semana acabou tudo... Debateu-se sobre mim a verdade.... A esperança que o coração sempre guarda de que um dia tudo volta ao normal, morreu, porque a verdade é que não vai voltar nunca. E perceber que não vai haver mais Enterro, mais a Nossa casa, mais as Gatas no sentido físico, mais dias sem nada para fazer apenas para estar ali no silêncio umas com as outras... não vai..
    Mas como a Ba diz a nossa amizade não morre. Nunca. E eu abri uma nova esperança no meu coração. Secalhar tudo o que tivemos foi apenas o começo, porque vamos viver muito mais do que vivemos e talvez seja muito melhor.

    Vou dormir.
    Kiss*

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  5. Meu bem... primeiro tenho de te explicar uma coisa que vais sentir qdo fores para Itália: quando estás num país diferente e te habituas a uma nova rotina, a umas novas pessoas, a uma nova cidade, é óbvio que sentes falta das pessoas, dos momentos e tal, mas, pelo menos eu, fiquei meio insensível e custa-me visualizar algumas das coisas que vocês (de Portugal) me dizem.
    Compreendo, só que não na totalidade.

    Agora é assim, a nossa amizade foi das mais valiosas que estabeleci desde que saí do secundário. Foi e orgulho-me muito dela. E tenho saudades, sim! De tudo. Desde o cafézinho na casota, àquele cigarrinho compartilhado, dos berros na praça até às cruzadas monstras para vos levar para casa, de todos os abraços que me deram em que chorei e de todos os abraços que vos dei e as vossas lágrimas ficaram na minha roupa. Das míticas aulas de bio cel até à Lousã ou às Berlengas. De todas as maratonas sofridas para entregar os relatórios a tempo ou de todas as noitadas a tentar acabar de estudar ou a assistir Project Runway. E daqueles jantar que até tinham karaoke patrocinado pelo youtube, dos jantares casual chic... Enfim.. de vocês e de nós!

    Eu sei que nunca mais vamos ter isso. Que este teu ano foi péssimo e que tiveste de reinventar a tua vida, uns dias com sucesso, outros totalmente sem. Mas a vida é assim mesmo, não penses que estar aqui também foi um mar de rosas. Que não foi. No início custou como o car***o, foi horrível A cidade não te convida a seres feliz, as pessoas sorriem-te mas não te iluminam o rosto, as pessoas da rua metem-te nojo e só te apetece fugir. E foi ainda mais complicado porque acabei por me refugiar em mim e em mais ninguém. E foi complicado. Porque ninguém me compreendi-a e só me apetecia chorar.

    O que nos resta, agora, é a forte a ligação que criámos e cuidamos, uns dias mais, outros menos, mas que nos mantém fortes e unidas até agora, e que faaz de cada uma de nós especial para cada uma das outras. O bom, é saber que ainda podemos desabafar, que ainda conseguimos rirmos das piadas e umas das outras. E vai continuar assim, longo ou perto, agora ou daqui a muito anos. E se não temos Aveiro vamos ter as casas umas das outras, se não temos a UA vamos tê-la no coração e de vez em quando quando formos tomar aquele cafézinho ao autocarro.

    Não se preocupem meus amores, porque isto faz parte da vida de qualquer estudante universitário: chegar a uma nova casa, sentir-se em casa e, de repente, pff! Acabou!

    Eu gosto muito de vocês e vou gostar de qualquer maneira, onde quer que seja e para sempre. Podemos não ter a UA mas temo-nos umas às outras e só a ela podemos agradecer. Vamos reinventar a nossa amizade em outro lugar.

    Adoro-vos.
    Love,
    B*

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  6. Eu acho que podemos estabelecer um plano.
    Sei lá.
    Imaginem que todas daqui 1 ano estejam interessadas em desenvolver algo em alguma mesma cidade. Podemos voltar a morar juntas.

    OU se esse plano for demasiadamente utópico, podemos sempre alugar uma casa no verão/férias de inverno e reviver tudo.

    O que acham?

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  7. Ui parece muito bem, muito bem mesmo. Mas a não ser que Évora ou Austráçia estejam nos vossos planos, acho que vamos ficar pelo musicard (xD, outra maravilhosa opção) ou pela casinha na praia...

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